O fantástico blog de chocolate


12/06/2007


De repente a gente se sente com os sentimentos à flor da pele. Deve ser a estação, lembro. E a sensação é incrível. O legal é não ter o que esconder.

 

Já falei tudo que tinha para falar, ainda que não do jeito que eu queria falar. Já me aconteceu tudo de ruim ultimamente, mas eu não me sinto azarado e talvez um pouco arrependido. Já aconteceram reviravoltas no meu coração, mas eu ainda me sinto preparado.

 

Não tenho mais a ingenuidade saudável que tinha. Isso faz o que¿

Quero que tudo que ta acontecendo a minha volta agora seja inteligível, rs, ou não. Quero que tudo o que eu imaginei se torne palpável. A razão é simples, a gente não manda no coração. É uma das únicas coisas que me sinto vulnerável, é isso e música que me fazem sentir vivo. É, me sinto vulnerável em música também. Então é justamente o que a gente não tem poder sobre que controla nossa visão da felicidade¿ Então a gente não escolhe ser feliz¿ O certo é fazer as decisões de acordo com os fatos. Ou os fatos são decorrentes das decisões. Ou as duas idéias tão certas¿

 

Será que é simples assim¿ Se fosse não teria tanta graça. O legal é tentar entender, o legal é viver sem saber de nada disso. O legal é escrever sem tem a mínima preocupação de que alguém vai entender isso ou não. Quero mais é bagunça no coração. Quero bagunça da suja.

 

Não tem graça não sentir nada. Nenhuma. Mesmo que não correspondido ou em parte. Mesmo que seja para dar certo ou não. Mesmo que tudo não passe de uma simples paixão adolescente. Vale a pena, é. Vale. Mentir sobre você para você mesmo é quase irracional.

 

O ponto é esse: melhor se arrepender do que você fez do que nunca foi feito. Piegas né? Eu sei. Eu sou piegas.

Escrito por Gustavo Marson às 23h58
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06/05/2007


Estranho. É como se cada momento da minha vida agora fosse exatamente como deveria ser, e exatamente como eu pensaria que fosse.

É estranho acordar numa manhã e saber que, mesmo com uma legião de mudanças acontecendo (horários, trampo, aulas, facul, relationships...), apesar de umas caídas, estou cem por cento de acordo com tudo. Minha consciência tem participação mais constante na minha vida, é como se fosse um outro eu, alertando e analizando tudo para o eu que vive. Ela fala que de toda decisão decorrem certas coisas que nem sempre são aquelas que planejavamos ser, e o improviso deve ser utilizado todo dia como forma de ser você.

A outra parte do eu que me aconselha é a parte mais divertida de mim. Ela pode falar tudo porque ela não vive, só opina. O mais legal ainda é que ela só aparece quando quer, e fala o que quer sobre o que quizer. Ela sabe que essa diferença de vivência ta me fazendo bem, e sabe que tem que dar o come na hora certa. Mas horas! Estamos falando da consciência.

Éee. Por enquanto minha inspiração de hoje me limita a isso. Não aceito nenhum tipo de dinheiro ou cheque, só comentários e mastercard.

Escrito por Gustavo Marson às 01h18
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28/04/2007


Não quero levar esses pensamentos como auto ajuda. Não é. É a simples e pura interpretação (como sempre) da vida, da minha vida.

Vale para todos. Não basta querer, tem que correr atrás. Não basta correr atrás, tem que ser você mesmo. Não basta ser você mesmo, tem que demonstrar segurança daquilo que você quer. Aí sim basta, mas bem mais ou menos. Uma outra série de particulares devem participar. E outra, nada de regras, nada de algo bem planejado. Também não é para sair fazendo tudo o que quer sem nenhuma consciência das consequências, mas ser mais cabeça aberta pro que der e vier.

É. É um bom resumo de tudo que faz parte do momento agora. Momento, digamos de passagem, feliz. Não sinto nada de ruim que possa me por para baixo. O bom é que apesar de uma série de coisas a fazer eu me sinto bem. Sinto-me mais seguro, mais preparado. Mais maduro que o antigo eu, mais cabeça no lugar.

Mas quem sou eu pra me julgar? Esse é o meu ver nas minhas linhas de pensamento. Opiniões de fora contam. Você! Isso, você mesmo. Não sei se te conheço, mas comenta lá. Ou nem comenta. Vê se a filosofia encaixa no seu perfil. Aceito sugestões. Aceito críticas, passe de ônibus e vale-refeição.

Escrito por Gustavo Marson às 23h50
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23/04/2007


Um dia um sábio me disse que o passado não condena o homem, apenas o forma. E diga-se que essa afirmação tem um fundamento. Diariamente somos vítimas de nosso passado recente, e não tão recente, das nossas atitudes e da imagem que passamos ao mundo. Nos esforçamos para agradar alguns que realmente valhem a pena e uns que nem sempre.

Amizades verdadeiras demoram a se formas, mas formam. Enquanto isso, cada um vende seu peixe. Vende seu jeito para abrir o leque de contatos. Não confundam com falsidade, é diferente. É marketing, é tudo verdade, sob um conceito mais genérico, apenas mais enfeitado. Porque as próprias relações socias se confundem. Não somos inteiramente verdadeiros com todo mundo. Cada um quer se dar bem.

Não se pode por um jeito, um molde específico para fazer cada coisa. Temos uma inconstância constante na vida e é isso que a torna tão saudável, tão "divertida". Viver cada momento como se fosse o último? Muitos falam isso, e muitos tentam. Mas não dá, não na nossa sociedade. A gente engole cada sapo que muitas vezes usamos do nosso instinto teatral. É tudo questão de ser você mesmo, mas nos devidos conformes.

Ah, são apenas divagações.

Escrito por Gustavo Marson às 14h27
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19/04/2007


Correria. "As coisas mudam", diz à ele uma velha amiga de colégio. "Mudam sim, é o ciclo da vida", concorda, desanimado. Mas por outro lado ele sente que sem tantas coisas diferentes acontecendo ele não viveria, não teria o por quê. Sabe que tudo o que acontece ou deixa de acontecer faz parte de, tão somente, suas decisões; Tudo o que influi na vida parte necessariamente e essencialmente de nós mesmos.

Mesmo com tanta coisa acontecendo ele não deixou de sonhar. Ele continua, firme e forte, com alguns sonhos, tão mais pertos agora. Sonhos antes de jovem, sonhos antes distantes. Esses sonhos atrapalham o seu sono, esses sonhos o comem por dentro; o fazem sentir vontade de aumentar um som do Malmsteen no último volume e bater a cabeça na parede. Contínuas vezes. Essas mudanças mudam a direção de suas
aspirações, e ele é obrigado a se adaptar.

Algumas coisas na vida a gente não escolhe. Nos apaixonamos por certas coisas que nem entendemos, aliás, o próprio termo paixão
vem de passionalidade, ou seja, você é um agente passivo nesse sentimento. Não escolhemos por o que (ou quem) nos apaixonamos,
simplesmente acontece.

"As coisas mudam", repete a mesma amiga ao ver o amigo em lágrimas. "Mas eu não queria..."

Escrito por Gustavo Marson às 00h21
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25/03/2007


Bom, nessas últimas semanas andei escrevendo aqui sim, mas não postei nada... Talvez pelo medo de ter alguma coisano texto comprometedora. Mas pode-se dizer que a minha vida anda bem melhor do que antes. Diria melhor sim, e mais direcionada. E isso tem o lado bom e o lado ruim; Lado bom - Eu tenho um objetivo na vida, viver bem, conhecer o mundo, tocar, respirar e viver música. Lado ruim - Se por um lado essa utopia parece tão certa de concretizar, alguns rumos que a vida toma mudam a cabeça.

Estive nesses últimos tempos tão confuso sobre tudo, exceto as três certezas acimas, que mudei o jeito de encarar a vida. Mudei o jeito de ver as pessoas e o jeito que elas me vêem. Agora passei para um outro nível, onde o céu é o limite; Percebi agora de um jeito convictamente mas maduro. Não deixei meus sonhos de adolescente-adulto de lado, pelo contrário, tenho mais vontade de correr atrás do que quero. Agora mais do que nunca.

Percebi que a vida não é facil, e existe muito mais do que a minha vã-filosofia resguardava. Bom, pra começar, o jeito de tratar as pessoas - tudo na vida se resume a agradar aos outros e à você mesmo - se tornou mais caridoso, atencioso; Ou pelo menos acho que estou melhorando nesse aspecto. Segundo, o jeito de encarar a vida em si, estava tão convicto que tudo o que eu precisava fazer era estudar música 12h horas por dia e pronto que esqueci de verificar as possibilidades que eu posso fazer com isso, coisa que eu só estou fazendo agora.

Por exemplo, consegui umas aulas num conservatório perto de casa; Até que é um conservatório bem conceituado; sei que vou ter que penar, porque minha experiência de aula é limitada, mas quero fazer meu melhor. Aí sim eu tenho uma dedicação mais direcionada, claro que sem deixar de lado o estudo da música, que vai me dar base para a vida que eu quero levar;

Eu tenho um objetivo na vida, dentro deles vários objetivos pequenos; Como eu fiz agora na meta pro final do semestre; De bancar a minha faculdade, comprar equipamentos musicais, dar continuidade ao meu estudo de música - provavelmente na fundação das artes (escola profissionalizante de música) -, estar escrevendo melhor e deixar mais os sentimentos me levarem. Estou puxando pra um lado mais técnico do que pessoal, mas as metas pessoais também são importantes.

Fica aqui a mensagem de uma vida já nova; só não quero que tudo corra como o esperado, e sim como o inesperado, como o novo, como a surpresa; E que isso faça bem. 

Escrito por Gustavo Marson às 13h32
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12/03/2007


Comodidade insatisfatória.

 

Nu e cru eis o facto: Vivemos com um sistema político falido e ultrapassado, onde os que tentam fazer alguma coisa são sufocados pelos corruptos, que se afogam em seu próprio egoísmo e falta de ética, deixando um país carente de investimentos como o Brasil completamente vulnerável.

Todos os dias nos deparamos com uma situação precária de certos serviços necessários à vida urbana, como o transporte, por exemplo. Vejo com tristeza o baixíssimo nível de desenvolvimento humano na cidade mais urbanizada do país.

O problema é que a classe que chamamos de média junto com a elite criam realidades alternativas para a fuga da horrenda verdade social, se individualizam cada vez mais, e não parecem se importar muito com os problemas que, para elas, não afetam diretamente a vida. Vivemos com medo.

Enquanto não houver uma compreensão total do sistema social urbano implantado, à força, no Brasil, não há como fazer qualquer mudança nele. Continuando na superficialidade do “não sei, não vi” estamos cada vez entrando em um buraco de humilhação e exploração. Cada vez mais difícil de voltar.

Escrito por Gustavo Marson às 22h52
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11/03/2007


Tenho tanto sentimento
Que é freqüente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.
Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.

Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar

Os dois do Mestre Pessoa! Como diria uma amiga minha! rs

Beijos

Escrito por Gustavo Marson às 13h50
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Pela demora posto mais dois textos e prometo mais! Espero que logo. =D

O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...

O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia; tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...

Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...

Thanks for Carolina!

Beijos

Escrito por Gustavo Marson às 13h49
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20/02/2007


A Flor e a Náusea

Preso à minha classe e a algumas roupas,
Vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo?
Posso, sem armas, revoltar-me'?

Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.
O tempo pobre, o poeta pobre
fundem-se no mesmo impasse.

Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase.

Vomitar esse tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema
resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam para casa.
Estão menos livres mas levam jornais
e soletram o mundo, sabendo que o perdem.

Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.

Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.

Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo
e dou a poucos uma esperança mínima.

Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.

Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.

Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.

(Carlos Drummond de Andrade)

Escrito por Gustavo Marson às 16h58
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Vou postar aqui uma seqüência de poemas e textos literários, qualquer dúvida mandem pelos comentários. =)

ÁPORO

Um inseto cava
cava sem alarme
perfurando a terra
sem achar escape.

Que fazer, exausto,
em país bloqueado,
enlace de noite
raiz e minério?

Eis que o labirinto
(oh razão, mistério)
presto se desata:

em verde, sozinha,
antieuclidiana,
uma orquídea forma-se.

(Carlos Drummond de Andrade)

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A Mestra, Clarice:

"Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."

Agradecimentos a Carolina pelo fornecimentos dos textos. rs

Beijos a todos

 

Escrito por Gustavo Marson às 16h57
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19/02/2007


Não somos mais
Que uma gota de luz
Uma estrela que cai
Uma fagulha tão só
Na idade do céu

Não somos o que queríamos ser
Somos um breve pulsar
Em um silêncio antigo
Com a idade do céu

Calma
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu

Não somos mais
Que um punhado de mar
Uma piada de Deus
Ou um capricho do sol
No jardim do céu

Não damos pé
Entre tanto tic tac
Entre tanto Big Bang
Somos um grão de sal
No mar do céu

Calma
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu
A mesma idade
Que a idade do céu

Idade do céu - Zélia Duncan

Escrito por Gustavo Marson às 23h38
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13/02/2007


Bom... Fim de um dia relativamente produtivo em termos técnicos. Consegui conversar com meus antigos, a aliás muito bons, professores de música, e me convenci a estudar com a auto-estima lá no topo. É incrível o que você aprende quando começa a ouvir mais.

Quer saber? 0h15. Não to com paciência para descrever meu dia. E aliás a lucidez se esvai a cada hora que passa. O tempo escorre pelas mãos e o maldito café amargo que eu tomei as 23h não passa o efeito. Talvez você se pergunte. Por que o café? E eu te respondo: Não sei. Ou sei inconscientemente, fiquei até agora no msn com minha amiga. E sem sono.

É um bom momento para reflexão. Penso em tudo com mais calma e quando olho pela janela vejo quase todas as luzes apagadas. Pessoas dormindo. Sem barulho nenhum. Só o tec tec do teclado ecoa pela casa. É um bom momento para por aqui o que eu acho sobre o destino.

Pra mim a gente tem sempre o poder de mudar o que vem pela frente. E eu to sentindo isso mais do que nunca agora. Todas as coisas da sua vida se baseiam em escolhas, pode parecer meio claro o que eu estou escrevendo, mas para para pensar. Se você estivesse em outro curso, caso esteja cursando faculdade, ou um outro trabalho. Saberia de outras coisas, não teria os mesmos contatos. Mudaria talvez, amadureceria ou não. Bom a razão de eu estar escrevendo isso é porque a cada dia que passa isso se torna cada vez mais real, essa fase da vida é maravilhosa, mas ao mesmo tempo turbulenta e horrivelmente cansativa. Sabe do que mais? Vale a pena. Cada minuto. Por mais que a gente faça escolhas erradas sempre temos o opcional de voltar atrás, ou não, dependendo do caso. Mas a maioria é reversível. Então o que os infelizes fazem parados? Se conformam talvez. Ou não tem coragem pra mudar. Mas te digo uma coisa... Por mais viajante que esteja este post... Leve em consideração a lucidez perdida, nunca tenha medo de dar uma grande virada na sua vida de vez em quando.. é essencial! A própria vida pede por isso. Nunca e sempre temos que estar satisfeitos. Satisfeitos com as conquistas e não satisfeitos com objetivos ainda não alcançados.

Beijos

Escrito por Gustavo Marson às 00h34
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11/02/2007


Olha olha que prestígio! Mais visitas e comentários! =D

Queria dizer que esse final-de-semana foi maravilhoso. Na sexta saí do churrasco da metô que teve depois da aula, e depois de algum tempo esperando o maldito ônibus vou para casa. A tarde, meio tediosa, peguei pra ler uns textos e organizar algumas coisas. Decido que vou no shopping perquisar algum repertório e pegar algumas dicas pra começar a tocar em barzinhos!

Fui. E na volta passei numa pizzaria aqui perto de casa. Dom Flaquer. Falei com o dono sobre minha carreira e que queria iniciar tocando em algum dia não tão movimentado. O cara me atendeu de prontidão, foi logo querendo marcar um dia, decidimos a primeira quinta de março. Me liga meu amigo e decidimos comer pizza com um pessoal! E adivinha aonde? Na própria pizzaria. Fomos lá e numa boa comemos (A pizza de lá é ótima a propósito!) com a promessa de um dia cantarolar lá. rs

Cinco loucos perdidos na Prestes Maia em plena 22h! Fomos alugar um filme. O guia dos mochileiros das galáxias. Depois todos fomos pra casa, assistir o filme, ou dormir, principalmente dormir.

Acordo no sábado com a cabeça pra ir em uma peça a noite lah em SP. Maaas infelizmente o que não é pra acontecer não acontece... Não rolou mas mesmo assim fui pra cidade da Luz comer alguma coisa. Domingo. A tarde um filme tava passando na mostra cultural de cinema. Fui com meus amigos e minha amiga da facul! Éeee eu não vi muito o filme. Fiquei mais conversando. rs Mas foi demais.

Dali pro CENFORPE! Uma amiga minha ia dançar num concurso de karaokê. Explico. Além da voz tinha uma coreografia! =D Do CENFORPE pra casa e agora pro BLOG. E com sono.

Acho que vou começar a alternar entre posts com algum conteúdo temático e alguns de pura e simples rotina. Ninguém tem tanto conteúdo temático! Hahaha

Beijoss

Escrito por Gustavo Marson às 23h52
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Cada dia que passa parece que quanto mais mudamos, mas temos que mudar! Pois é, por mais ciclicamente impossível de se terminar com isso, acho que isso é essencial. Principalmente nessa época do ano; Começo de ano é tempo de mudança.

Turbulências. Apertem os cintos, que a viagem só está começando. Sabe aquelas crises que de repente te atacam e te põe mais baixo que o chão; Sabe de outra coisa? Esse Blog ta ficando depressivo demais. Isso passa, no final, todas as consequências das suas escolhas, boas ou ruins, tem que ser arcadas. E levadas do jeito mais natural e objetivo possível. O modo como lidamos com isso nos dirá se somos felizes ou não.

Bom esse parece um blog egoísta pelos recentes posts... Então vou começar a postar coisas mais universais, sem ser muito direto com meu cotidiano e problemas. To ficando animado pra escrever, consegui um comentário! =D O número de visitas aumentou também! Puxa, isso faz valer meu dia. Muito obrigado a pessoa que comentou.

Mudando um pouco de assunto. Quero dizer que a vida universitária é maravilhosa. O tanto de liberdade que você consegue lá é impressionante. E não liberdade financeira apenas, mas principalmente a liberdade no conhecimento. Você adquire uma independência mental (rs) que permite a lidar com tudo de um modo mas divertido. Parece que o mundo abre as portas, e só esperando você entrar e fazer a festa! Muito diferente do mundo do colégio e cursinho. Aliás, acho que é uma evolução (claro!), a escola fundamental e média é uma extensão da sua casa. Já o cursinho exige um pouco mais de maturidade. Agora a faculdade te dá a liberdade que você nunca teve.

As pessoas perguntam. O que você faz? Você estufa o peito e diz: - Estou cursando faculdade! Além do Status social você consegue um respeito maior de qualquer pessoa. Não por isso que ela é importante. A formação acima de tudo, mas isso te dá alguns benefícios.

Viagens aparte. Muito obrigado as pessoas que estão lendo esse blog. E vai aqui uma sequências de poemas interessantes no posts. Beijoss

No meio do Caminho - Carlos Drummond de Andrade

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

Poema publicado em 1928, aos 26 anos do poeta, na revista Antropofagia, provocando muita polêmica. Drummond é dito um poeta que já nasceu pronto. Seus primeiros poemas já são poemas dignos de poetas muito experientes.

Escrito por Gustavo Marson às 01h08
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